Uma enfermeira com atuação irregular em Camaçari, Feira de Santana e Conceição da Feira é acusada de enriquecimento ilícito no valor de quase R$ 300 mil através do acúmulo de cargos públicos de forma ilegal. Mariuxa Portugal Moreira Conceição é alvo de uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Na peça, o órgão solicita à Justiça que determine, de forma liminar, o bloqueio de bens no valor atualizado do montante indevidamente recebido e que a enfermeira seja condenada a perder a função pública em Camaçari, a ter seus direitos políticos suspensos por oito anos e a pagar multa.
Segundo o promotor de Justiça Everardo Yunes, responsável pela ação, Mariuxa é servidora lotada da Secretaria Municipal de Camaçari e, desde maio de 2015, também atua na Unidade de Saúde da Família no bairro Ficam II.
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Além disso, em julho do mesmo ano, ela passou a atuar na Policlínica de Feira de Santana. Embora o acúmulo de cargos para profissional de saúde seja permitido, é necessário que haja compatibilidade de horário, o que não aconteceu no caso da enfermeira.
De acordo com o MP, o promotor aponta que “não houve a efetiva prestação de serviços” com base em análise dos registros de frequência fornecidos pelos municípios de Camaçari e Feira de Santana de forma “incompleta”.
Além disso, a investigação detectou a “integral incompatibilidade dos registros, pois simultâneos, constando a assinatura da acionada nos mesmos horários, dias e meses em ambas as cidades”, que estão a cerca de 80 km de distância uma da outra.
Yunes aponta ainda que, em julho de 2015, a enfermeira também exercia a função na cidade de Conceição de Feira, da qual foi exonerada somente em fevereiro de 2017. Conforme a ação, a renda obtida de forma ilícita pela servidora, considerando apenas o valor pago por Camaçari durante mais de quatro anos, foi de R$ 297,95 mil, sem correção monetária.
(Bahia Noticias)


