Com o desejo de morar legalmente nos Estados Unidos ainda presente entre muitos brasileiros, aumentam também os riscos causados pela desinformação e por boatos que circulam nas redes sociais. Em um cenário de políticas migratórias mais rígidas e alta procura por vistos, decisões precipitadas podem levar a prejuízos financeiros e até à deportação.
A advogada Renata Castro, especialista em imigração e fundadora do escritório US4ALL, reuniu os principais mitos sobre o tema e explicou alternativas viáveis para a regularização nos EUA, mesmo em casos de permanência irregular.
Entre os mitos mais recorrentes, estão promessas de vistos permanentes falsos, como o chamado “Trump Card”, a ideia de que o green card é emitido automaticamente e a crença de que ter filhos nos EUA garante residência aos pais.
A advogada também alerta para erros técnicos nos processos de solicitação, como falhas na documentação ou na redação de cartas, que podem comprometer pedidos, mesmo quando os candidatos atendem aos critérios exigidos.
Entre os caminhos legais disponíveis, Renata destaca o visto EB-2 NIW, que não exige oferta de trabalho, e o EB-5, destinado a investidores que geram empregos. Há ainda opções como ajuste de status, pedidos de perdão (waivers) e solicitações de asilo, de acordo com cada situação.
A especialista também confirma que, a partir de junho, candidatos ao visto F-1 (estudantes) precisam autorizar o acesso a suas redes sociais — uma medida já incorporada à análise de segurança migratória nos Estados Unidos.
Por fim, ela reforça que a disseminação de mitos e a busca por atalhos ilegais podem colocar sonhos em risco. “O planejamento jurídico e a informação correta são essenciais para garantir uma imigração segura e duradoura”, conclui.
Artigo original: Kamila Garcia


