“Estou sentindo cheirinho de desespero de quem não fez e não quer deixar fazer”, diz Chico de Dega durante audiência para tratar do empréstimo de R$ 45 milhões da prefeitura

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Foi realizada na noite desta quarta-feira (11) mais uma audiência pública para tratar do projeto que pode vir a autorizar a prefeitura de Santo Antônio de Jesus obter um empréstimo no valor de R$ 45 milhões para a realização da reforma da Feira Livre da cidade.

Falaram na tribuna da Casa, a secretária de agricultura, Drª. Gilsonilda Correia, popular Nil Correia; o secretário de infraestrutura André Araújo; o secretário da fazenda, Bernardo de Jesus, que responderam aos questionamentos de representantes dos feirantes, sindicatos, advogados, dos vereadores de oposição e outras entidades, no que se refere a capacidade de endividamento da cidade, possibilidade outras alterativas de adquirir os recursos para o projeto, além de falarem sobre como vão ficar os feirantes durante as obras.

Durante o expediente da sessão, o presidente da Câmara de Vereadores, Francisco Damasceno, o conhecido Chico de Dega (DEM), afirmou que a cidade vai ter receita para custear os juros dos empréstimos e que inclusive, devido a uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) aprovada pelo senado que desobriga o município a aplicar o mínimo para educação, a cidade terá mais receita do que o de costume, “queria saber que em 2020 era previsto que o ex-prefeito passado gastasse R$ 5 milhões de reais no São João, que não teve por causa da pandemia. Cadê a sobra do dinheiro e onde ele aplicou? Para onde foram os mais R$ 4 milhões da educação que era para utilizar, mas não teve aplicação por causa da pandemia? O ex-prefeito ‘comeu’ mais de R$ 9 milhões. O senado aprovou uma PEC agora em maio, foi distribuído para os municípios que não são obrigados a cumprir os 25% da educação. Se teve receita, isso não vai impedir o município de celebrar qualquer convênio de empréstimo ou de outra natureza. Vai crescer a receita e cair a educação para 22%. Foi aprovado a PEC pelo senado perdoando o Estado e Município para não cumprir o mínimo, devido à pandemia, os municípios ficariam inviabilizados de receber recursos, a receita caiu e ficou impossibilitado de cumprir determinações. Estou sentindo um cheirinho de desespero, de quem não fez e não quer deixar quem tem vontade de preparo e visão para planejar o município”, apontou.

Redação: Voz da Bahia