Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã na manhã deste sábado (28/02), elevando o nível de tensão no Oriente Médio. O presidente americano, Donald Trump, confirmou que “grandes operações de combate” estão em andamento.
Segundo a agência iraniana Fars, explosões foram registradas em cinco cidades: Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah e na capital Teerã.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã prometeu uma “resposta esmagadora”, afirmando que os ataques ocorreram “mais uma vez durante negociações” com Washington.
Retaliações e novos alvos
Após a ofensiva inicial, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que o Irã lançou ataques retaliatórios contra o território israelense.
Instalações da Marinha dos EUA no Bahrein teriam sido atingidas por mísseis, segundo o governo local. Também houve registros de explosões em Doha, no Catar.
A operação ocorre após semanas de negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. A terceira rodada de negociações indiretas foi realizada em 26 de fevereiro, em Genebra, mas sem avanços significativos.
Declarações elevam o tom do conflito
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Trump afirmou que a ação tem caráter preventivo diante da tentativa do Irã de reconstruir seu programa nuclear e desenvolver mísseis de longo alcance. O presidente declarou que os EUA pretendem enfraquecer a indústria de mísseis iraniana e neutralizar sua capacidade naval.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, classificou a operação como um “ataque preventivo”. Já o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que um “regime terrorista” não deve possuir armas nucleares capazes de ameaçar a comunidade internacional.
Do lado iraniano, o Ministério das Relações Exteriores destacou que o país participava de um processo diplomático com os EUA no momento dos ataques. Em nota, o Conselho Supremo de Segurança Nacional reiterou que as forças armadas já iniciaram medidas retaliatórias.
Bloqueio de internet e medidas internas
De acordo com a organização de monitoramento digital NetBlocks, o Irã está sob um bloqueio de internet quase total. O país já havia registrado interrupções recentes nos serviços de comunicação durante protestos internos.
O governo iraniano informou que escolas e universidades permanecerão fechadas até novo aviso. Bancos seguem funcionando, enquanto órgãos públicos operam com 50% da capacidade. A população foi orientada a evitar áreas de risco e manter a calma.
Impacto global
A escalada militar reacende preocupações sobre estabilidade regional, mercado internacional de energia e possíveis desdobramentos diplomáticos. A comunidade internacional acompanha os acontecimentos com cautela, diante do risco de ampliação do conflito.
O cenário permanece em rápida evolução, com expectativa de novos posicionamentos oficiais nas próximas horas.





