Explosões, ruídos intensos e colunas de fumaça foram ouvidos e vistos na capital da Venezuela, Caracas, nas primeiras horas da manhã deste sábado (3), segundo relatos de testemunhas à agência Reuters. A região sul da cidade, próxima a uma importante base militar, ficou sem fornecimento de energia elétrica.
Em comunicado oficial, o governo venezuelano afirmou que o país foi alvo de uma “agressão militar” promovida pelos Estados Unidos, com ações registradas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. De acordo com a nota, o suposto objetivo da ofensiva seria assumir o controle das reservas de petróleo e minerais da Venezuela.
Após as explosões, o presidente Nicolás Maduro decretou estado de emergência nacional e determinou a mobilização das Forças Armadas. Segundo o governo, foi assinado e colocado em vigor o decreto que declara “estado de Comoção Exterior” em todo o território nacional.
“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, garantir o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto oficial.
Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou sobre a acusação de ter ordenado ataques em território venezuelano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vinha prometendo reiteradamente operações terrestres na Venezuela, no contexto de uma estratégia para pressionar Nicolás Maduro a deixar o poder. As medidas incluem ampliação de sanções, aumento da presença militar norte-americana na região e dezenas de ações contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas no Oceano Pacífico e no mar do Caribe.





