Um criminoso está se passando por juiz e utilizando a foto de um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para aplicar golpes contra corretores de imóveis e outras pessoas. A fraude já provocou prejuízos de até R$ 42 mil, segundo informações divulgadas pelo delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), Fábio Braga.
Em entrevista ao Voz da Bahia, Fábio Braga explicou como o golpe funciona e fez um alerta para que profissionais do setor e a população evitem cair na fraude.
Criminoso simula compra de imóvel
Segundo o delegado do CRECI, o golpista entra em contato com o corretor demonstrando interesse na compra de um imóvel.
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Além disso, durante a negociação, ele solicita a indicação de um motorista para realizar um suposto deslocamento relacionado à compra.
Em seguida, o criminoso envia um comprovante falso de transferência bancária e afirma que realizou um depósito em valor superior ao combinado.
Com isso, ele convence a vítima a devolver a diferença por meio de uma transferência via Pix.
Vítimas só descobrem o golpe depois
De acordo com Fábio Braga, o dinheiro informado no comprovante nunca é creditado na conta da vítima.
Enquanto isso, acreditando que recebeu um valor maior, o corretor ou outra pessoa envolvida na negociação faz a devolução da quantia solicitada pelo golpista.
Somente após verificar a conta bancária é que a vítima percebe que o depósito era falso e que sofreu um prejuízo financeiro.
CRECI orienta profissionais a reforçarem os cuidados
Durante a entrevista, Fábio Braga destacou algumas medidas que podem evitar esse tipo de golpe.
Segundo ele, é fundamental desconfiar de contatos inesperados, confirmar a identidade de quem participa da negociação e nunca realizar transferências antes da compensação bancária.
Além disso, o delegado recomenda que negociações imobiliárias sejam conduzidas exclusivamente por corretores devidamente credenciados pelo CRECI, aumentando a segurança das transações.
Polícia investiga o caso
Até o momento, o autor do golpe não foi identificado.
Enquanto isso, o caso segue sendo investigado pelas autoridades, que buscam localizar o responsável e evitar que novas vítimas sejam prejudicadas.





