Governo eleva teto do Fies para cursos de medicina em 30%

Novo valor amplia cobertura do financiamento para 85% dos cursos médicos do país; Fies Social garante isenção total para estudantes de baixa renda

Médicos chegam ao local de prova para a segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2020, em Brasília.

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta quarta-feira (23) o aumento do teto de financiamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para cursos de medicina no Brasil. O valor máximo coberto pelo programa, que era de R$ 60 mil por semestre, passa agora para R$ 78 mil, uma medida que, segundo o governo, cobre 85% dos cursos de medicina oferecidos no país.

O Fies é um programa do governo federal que possibilita ao estudante cursar o ensino superior sem precisar arcar com as mensalidades enquanto estuda. O pagamento do financiamento é iniciado apenas após a formatura, com parcelas ajustadas de acordo com a renda do egresso.

Camilo Santana destacou, em vídeo publicado nas redes sociais, que o reajuste é essencial para garantir acesso à formação médica diante dos altos custos das mensalidades. “Isso significa que 85% dos cursos de medicina do Brasil estão cobertos com esse novo teto”, afirmou o ministro.

Além do aumento do teto, o Fies mantém a política de inclusão por meio do Fies Social. Metade das vagas do programa são destinadas a estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e com renda familiar de até um salário mínimo e meio, atualmente equivalente a R$ 2.277. Para esse grupo, o programa garante financiamento integral do curso e cobertura de até 100% dos encargos financeiros.

Apesar das medidas de ampliação, o Fies enfrenta desafios. Em 2024, mais de 1,2 milhão de contratos registraram inadimplência, segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação.

O governo federal segue com esforços para aprimorar o acesso e a sustentabilidade do financiamento estudantil, ao mesmo tempo em que reforça a política de inclusão no ensino superior, especialmente para estudantes de baixa renda.

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