A greve iniciada pelos médicos da rede estadual de saúde da Bahia foi suspensa nesta sexta-feira (1º), um dia após seu início. A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA) após o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA) conceder liminar declarando a paralisação ilegal e impondo multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
A mobilização afetou cinco unidades de referência em Salvador: Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Instituto de Perinatologia da Bahia (IPERBA), Maternidade Tsylla Balbino e Maternidade Albert Sabin. Durante o movimento, foram mantidos os atendimentos de urgência e internações, com restrição apenas aos casos de menor gravidade e procedimentos eletivos.
Em nota, o Sindimed classificou a paralisação como “responsável e cuidadosa”, ressaltando que “nenhuma vida foi colocada em risco”. A entidade afirmou ainda que respeitará a decisão judicial, mas continuará buscando soluções para o impasse com o governo estadual.
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A principal motivação da greve, segundo a presidente do sindicato, Rita Virgínia, foi a mudança no regime de contratação dos médicos após o fim do contrato entre a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) e o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS). Cerca de 500 profissionais contratados sob o regime celetista serão desligados, sem garantia de recontratação. A proposta atual prevê vínculos como pessoa jurídica, o que elimina direitos trabalhistas como 13º salário e licença-maternidade.
O sindicato também rebateu declarações do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que afirmou haver diálogo com a categoria. De acordo com o Sindimed, o último contato da Sesab ocorreu em 24 de julho.


