A inflação oficial brasileira perdeu ritmo em junho e registrou alta de 0,16%, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação aos meses anteriores e foi impulsionado, principalmente, pela redução dos preços de diversos alimentos consumidos pelas famílias.
O principal alívio veio do grupo Alimentação e Bebidas, que apresentou queda de 0,24%, encerrando uma sequência de aumentos observada ao longo dos últimos meses.
Café, frutas e carnes ficam mais baratos
Entre os produtos que contribuíram para reduzir a inflação estão o café moído, que teve queda de 3,72%, as frutas, com recuo de 1,58%, e as carnes, que ficaram 0,64% mais baratas. Apesar da redução em boa parte da cesta de alimentos, alguns produtos seguiram em alta. O feijão-carioca registrou aumento de 8,31%, enquanto a batata-inglesa ficou 3,57% mais cara no período.
Energia elétrica continua pressionando orçamento
Mesmo com a desaceleração da inflação, os gastos com moradia continuaram pesando no bolso do consumidor.
O grupo Habitação avançou 0,63%, impulsionado principalmente pelo aumento de 1,53% na tarifa de energia elétrica residencial. Segundo o IBGE, a alta reflete a aplicação da bandeira tarifária amarela e reajustes autorizados para distribuidoras de energia.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a tarifa residencial teve aumento de 5,61%. Já o preço do gás encanado apresentou leve redução de 0,57%.
Passagens aéreas sobem e combustíveis recuam
No setor de transportes, as passagens aéreas registraram uma das maiores altas do mês, com aumento de 7,12%.
Em contrapartida, os combustíveis ajudaram a conter a inflação. Houve redução nos preços do etanol, óleo diesel, gás veicular e gasolina, diminuindo parte da pressão sobre o custo de vida dos brasileiros.
O resultado de junho reforça um cenário de desaceleração dos preços, embora despesas como energia elétrica e transporte aéreo ainda continuem impactando o orçamento das famílias.





