As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram neste sábado (14) que usaram centenas de munições para atacar 150 alvos estratégicos no Irã durante a noite de sexta-feira (13). Segundo um oficial israelense, a ofensiva causou danos “significativos” a instalações do programa nuclear iraniano nas cidades de Natanz e Isfahan, regiões conhecidas por abrigarem centros de enriquecimento de urânio.
A operação envolveu mais de 70 caças e é considerada uma das maiores e mais profundas incursões militares israelenses em território iraniano até hoje. Segundo o brigadeiro-general Effie Defrin, porta-voz da IDF, entre os alvos estavam altos funcionários do governo iraniano, bases militares e cientistas nucleares. Nove cientistas teriam sido mortos, apontados como “principais fontes de conhecimento” do programa nuclear de Teerã.
O Irã confirmou que dezenas de pessoas morreram nos bombardeios e respondeu com o lançamento de quatro barragens de mísseis balísticos contra Israel. Os ataques iranianos mataram três pessoas e feriram outras dezenas, de acordo com os militares israelenses.
Apesar da escalada, o governo iraniano reafirmou que seu programa nuclear tem fins pacíficos e nega estar desenvolvendo armas atômicas.
O ataque marca uma nova fase na crescente tensão entre os dois países, agravada pelo conflito em curso na Faixa de Gaza e por trocas recentes de ameaças. A comunidade internacional acompanha com preocupação o aumento da violência, temendo uma guerra de grandes proporções no Oriente Médio.


