Itaú demite mais de mil funcionários que trabalham em home office

Instituição financeira identificou inatividades nas plataformas e registros de ponto dos trabalhadores

Foto: Reprodução/Facebbok

Cerca de mil funcionários que trabalhavam em regime híbrido ou integralmente remoto no banco Itaú foram demitidos sem aviso prévio, segundo o Sindicato dos Bancários. De acordo com a instituição financeira, a medida foi tomada devido à baixa produtividade.

Ainda segundo a instituição financeira, as demissões em massa ocorreram após serem detectadas inatividades nas plataformas e registros de ponto dos trabalhadores. Em alguns casos, períodos de quatro horas ou mais de suposta ociosidade.

“No entanto, consideramos esse critério extremamente questionável, já que não leva em conta a complexidade do trabalho bancário remoto, possíveis falhas técnicas, contextos de saúde, sobrecarga, ou mesmo a própria organização do trabalho pelas equipes”, critica o diretor do Sindicato e bancário do Itaú, Maikon Azzi.

Os bancários demitidos atuavam no Centro Tecnológico (CT), CEIC e Faria Lima. O banco havia informado que os empregados estavam sendo monitorados há mais de seis meses quando foi detectada “baixa aderência ao home office”. O sindicato entretanto disse em nota que os trabalhadores foram dispensados sem qualquer advertência prévia e sem qualquer diálogo com a entidade, “num claro desrespeito aos bancários e à relação com o movimento sindical”.

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