A Justiça de São Paulo negou o pedido de transferência de presídio e também o pedido de prisão domiciliar solicitado pela influenciadora e advogada Deolane Bezerra. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (24), durante julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Deolane está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, desde o dia 22 de maio. Ela responde a processo pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, em investigação que apura supostos vínculos com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O pedido de defesa, feito em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), solicitava que a influenciadora fosse transferida para prisão domiciliar ou para uma Sala de Estado-Maior — espaço destinado a advogados presos, conforme previsto em legislação específica.
Segundo a OAB, a unidade onde Deolane está custodiada não atenderia aos requisitos jurídicos para esse tipo de acomodação. No entanto, o pedido foi rejeitado pelos desembargadores da turma julgadora, acompanhando o voto da relatora Renata William Rached Catelli.
Em nota, a defesa afirmou que vai continuar recorrendo e classificou a prisão como “desnecessária, excessiva e midiática”, além de reforçar a inocência da cliente.
Na semana passada, a Justiça havia aceitado a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), tornando Deolane ré no processo. A investigação aponta movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada, que ultrapassariam R$ 27 milhões.
As apurações tiveram início em 2019 e evoluíram para operações policiais que identificaram a suposta atuação de empresas utilizadas para movimentações financeiras ligadas ao PCC. A defesa nega todas as acusações.





