Justiça Eleitoral barra 22 candidaturas suspeitas de ligação com o crime organizado, incluindo uma na Bahia

Registros foram negados em seis estados após questionamentos do Ministério Público Eleitoral; outros recursos ainda aguardam julgamento no TSE.

Foto: Antônio Augusto/Ascom TSE

A Justiça Eleitoral barrou 22 candidaturas às eleições de 2026 por suspeita de ligação com o crime organizado. As decisões ocorreram em seis estados, após questionamentos do Ministério Público Eleitoral (MPE), que contestou 42 registros em dez unidades da Federação.

As informações foram divulgadas pelo blog do jornalista Teo Cury, da CNN Brasil. Entre os estados com candidaturas barradas está a Bahia, que registrou um caso.

O Rio de Janeiro concentra a maior parte das decisões, com 13 registros negados. Também houve casos na Paraíba (3), Acre (2), Mato Grosso do Sul (2), Bahia (1) e Amapá (1).

Do total de candidaturas barradas, 14 eram de candidatos a deputado estadual, seis a deputado federal e duas de suplentes de senador.

Seis candidatos receberam votos suficientes para serem eleitos no Rio de Janeiro e em Mato Grosso do Sul, mas disputaram o pleito com registros contestados. A validade dos votos depende do julgamento dos recursos.

Entre os casos citados estão Jamilson Name (PP), condenado a oito anos de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro; Diego Alba (PSDB), condenado por participação em quadrilha armada; e Renato Machado (PT), apontado pelo MPE como integrante do núcleo político de um grupo criminoso em Maricá (RJ).

Outros casos aguardam decisão do TSE

O Ministério Público Eleitoral também recorreu contra candidaturas que chegaram a ser autorizadas pela Justiça Eleitoral. Entre elas estão as de Márcio Canella (União), deputado estadual eleito e preso 11 dias após a votação, e Ney Santos (Republicanos), candidato a deputado federal por São Paulo.

Os recursos ainda aguardam julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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