A Justiça decidiu manter a prisão de Arnaldo Augusto Pereira, ex-auditor-fiscal que forjou a própria morte para escapar da prisão. Ele passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (17), e sua prisão temporária foi convertida em preventiva.
Arnaldo foi preso na quarta-feira (15), em Mucuri, no sul da Bahia, por uso de documentos falsos. Atualmente, ele está detido na Delegacia de Teixeira de Freitas e deve ser transferido para o presídio da cidade nos próximos dias.
De acordo com a Justiça, a decisão considerou também a condenação de 18 anos de prisão do ex-auditor por participação na chamada “Máfia do ISS”, esquema descoberto em 2019.
A defesa informou, em nota, que ainda não teve acesso aos autos que embasaram o pedido de prisão preventiva, já que o processo corre em segredo de Justiça. “Aguardamos a liberação dos autos para pleitear a liberdade do cliente e, se for o caso, sua absolvição”, afirmou o advogado Eduardo Maurício, destacando que o processo ainda tramita no Supremo Tribunal Federal.
Certidão de óbito falsa
Durante o interrogatório, Arnaldo confessou ter pago R$ 40 mil por uma certidão de óbito e uma nova identidade falsa, segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA).
O documento atestava que ele teria morrido em 10 de julho, vítima de problemas cardíacos e diabetes, no bairro da Liberdade, em Salvador — a mais de 900 km de Mucuri, onde ele vivia. A certidão, no entanto, foi assinada apenas em 19 de setembro e registrava que o corpo teria sido sepultado em Cachoeira, no Recôncavo Baiano.
A assinatura do documento pertence a um médico baiano e foi registrada em um cartório da capital. O registro foi feito por uma terceira pessoa, sem parentesco com o ex-auditor e que possui antecedentes criminais por furto, roubo e estelionato.





