A influenciadora e atriz Kéfera Buchmann, de 32 anos, usou os Stories do Instagram na manhã desta quarta-feira (3) para compartilhar um desabafo leve, mas cheio de reflexões sobre relacionamentos.
Enquanto preparava seu café da manhã, a criadora de conteúdo mostrou que iria comer ovos e brincou com a tarefa de separar claras das gemas, que considera cansativa. “Queria ter um namorado pau mandado para fazer isso por mim”, disse, em tom divertido.
A fala serviu como ponto de partida para uma análise mais profunda. Bissexual assumida, Kéfera explicou por que citou um namorado e não uma namorada. Segundo ela, em relações com mulheres costuma assumir a posição de quem atende aos pedidos, sendo “a pau mandado” da relação.
“É muito mais fácil eu ouvir: ‘amor, separa a clara do ovo pra mim’ e ser a otária que faz, do que ter alguém que faça por mim”, contou, rindo.
A atriz destacou que vive um dilema curioso: sente que nasceu para obedecer mulheres, mas que, com homens, acredita ter mais espaço para comandar.
“Olha o drama da Ké! Quer dizer que eu nasci para obedecer mulher e mandar em homem”, brincou.
Preferência por mulheres “*desfem”
Na sequência, Kéfera retomou um tema já abordado com seus seguidores: sua atração por mulheres “desfem”. O termo, usado dentro da comunidade LGBTQIAPN+, é uma abreviação de “desfeminilizada” e se refere a mulheres que não seguem padrões tradicionais de feminilidade — como usar roupas largas, evitar maquiagem e adotar cortes de cabelo curtos.
A influenciadora frisou que a desfeminilidade não está necessariamente ligada à orientação sexual, mas sim a estilo e comportamento. Sua fala, ao mesmo tempo divertida e reflexiva, expôs como ela enxerga os afetos e como certas dinâmicas de poder se repetem em seus relacionamentos.
*Desfem: refere-se a lésbicas que rejeitam e desafiam as noções tradicionais de feminilidade impostas pela sociedade, expressando-se através de um estilo que não segue os padrões de gênero, seja na aparência (como o cabelo, roupas) ou no comportamento (como a atitude e a voz). O termo é uma abreviação de “desfeminilizada” e é usado para descrever mulheres que se opõem a estereótipos de passividade e à performatividade de gênero exigida





