Laudo aponta hemorragia e traumatismo craniano como possíveis causas da morte do macaco Alcebíades

Exame necroscópico identificou lesões em diferentes órgãos do animal, que pertencia ao ex-deputado Marcell Moraes; investigação depende de análises complementares.

Reprodução/Redes sociais

O exame necroscópico do macaco-prego Alcebíades, que pertencia ao ex-deputado estadual Marcell Moraes, apontou o choque hipovolêmico hemorrágico como provável causa da morte do animal. O laudo identificou hemorragias extensas, lesões em diferentes tecidos e órgãos, além de sinais de traumatismo cranioencefálico.

O documento foi elaborado pelo Laboratório de Patologia Veterinária Histopathus e obtido pelo Bahia Notícias nesta terça-feira (20). O relatório recomenda exames histopatológicos e toxicológicos para aprofundar a investigação. A causa da morte ainda depende de análises complementares.

Macaco morreu após ser resgatado em Salvador

Alcebíades morreu em 5 de outubro, após ser resgatado pela Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) no condomínio Alphaville 2, em Salvador, e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o animal chegou ao local desacordado e debilitado, com lesões na face e na língua, febre e frequência cardíaca elevada.

Antes da morte, Marcell Moraes acusou um vizinho de atingir o macaco com uma pá. Em publicação nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que o morador teria admitido a agressão e cobrou a responsabilização dos envolvidos. A acusação, porém, não representa uma conclusão oficial sobre as circunstâncias da morte.

O Inema também informou que havia a possibilidade de o animal ter tido acesso a bebidas alcoólicas e medicamentos encontrados em uma residência. O boletim de ocorrência registrou ainda que o macaco mordeu três pessoas durante tentativas de contenção e teria colidido contra um box de vidro.

A possível exposição a substâncias tóxicas está entre as hipóteses investigadas, mas não há confirmação de que o animal tenha ingerido esses produtos.

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