O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou neste sábado (8) sua candidatura à reeleição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Junto ao pedido, foi apresentado o plano de governo que reúne as propostas para um eventual quarto mandato.
Com 84 páginas, o documento apresenta uma série de diretrizes para a próxima gestão e inclui uma proposta de revisão do atual modelo de emendas parlamentares, tema que deve gerar novos debates entre o Executivo e o Congresso Nacional.
O plano classifica o sistema atual como uma “grave distorção na elaboração e gestão do orçamento federal” e defende que a discussão seja ampliada para a sociedade.
Segundo o documento, as emendas impositivas e o chamado orçamento secreto teriam alterado a relação entre os Poderes, além de dispersar recursos públicos e reduzir a eficiência na aplicação do orçamento.
Apesar das críticas, o plano apresentado por Lula não detalha quais mudanças seriam adotadas. A proposta é ampliar a participação social nas decisões sobre o orçamento, tendo como referência iniciativas como o Plano Plurianual (PPA) Participativo.
A discussão sobre as emendas já havia sido antecipada pelo presidente durante a convenção que oficializou sua candidatura, no último domingo (2). Na ocasião, Lula afirmou que haveria disputa política em torno do tema e defendeu uma revisão da forma como os recursos do Orçamento são distribuídos pelo Congresso.
O registro da candidatura marca oficialmente a entrada de Lula na disputa pela reeleição em 2026.





