Mais de R$ 10 bilhões seguem esquecidos em bancos por brasileiros, aponta Banco Central

Quase 50 milhões de pessoas físicas e milhões de empresas ainda têm valores disponíveis para resgate

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Levantamento recente do Banco Central (BC) revela que uma quantia expressiva de dinheiro continua parada em instituições financeiras sem que seus donos tenham feito o resgate. Ao todo, R$ 10,27 bilhões permanecem disponíveis para saque, pertencentes a 49,6 milhões de pessoas físicas e mais de 5 milhões de empresas em todo o país.

Do montante total, a maior fatia está concentrada em CPFs, que somam R$ 7,97 bilhões. Já os valores vinculados a CNPJs chegam a R$ 2,29 bilhões. Os dados consideram informações atualizadas até dezembro de 2025.

Desde a criação do sistema de consulta, o Banco Central já devolveu R$ 13,35 bilhões a clientes que desconheciam a existência desses recursos, acumulados em contas encerradas, consórcios, tarifas cobradas indevidamente ou saldos residuais em instituições financeiras.

Apesar do encerramento oficial do prazo inicial de solicitação em 2024, o Ministério da Fazenda reforça que o resgate segue liberado por tempo indeterminado, sem risco de perda do valor.

A consulta deve ser realizada exclusivamente pela plataforma oficial do Banco Central, que permite a verificação de valores em nome de pessoas físicas, jurídicas e também de titulares falecidos. Para receber o dinheiro, o solicitante precisa informar uma chave Pix vinculada ao CPF ou CNPJ. Caso não possua, será necessário entrar em contato diretamente com a instituição financeira responsável.

No caso de pessoas falecidas, apenas herdeiros, inventariantes ou representantes legais estão autorizados a solicitar o resgate, seguindo os procedimentos definidos por cada banco.

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