Maragogipe recebe unidade inédita de defumados suínos com investimento de R$ 5 milhões

Nova estrutura voltada à agricultura familiar promete gerar empregos, fortalecer produtores locais e ampliar a comercialização de produtos tradicionais do Recôncavo Baiano

Foto: André Frutuôso/Ascom CAR

A tradição dos defumados de carne suína, uma das marcas culturais e gastronômicas de Maragogipe, no Recôncavo Baiano, entra em uma nova fase com a implantação de uma moderna unidade de processamento voltada à agricultura familiar. O equipamento foi entregue pelo Governo da Bahia à Associação dos Produtores de Carnes Suínas de Fumeiro de Maragogipe e representa um marco para o setor produtivo local.

Com investimentos próximos de R$ 5 milhões, a estrutura é considerada pioneira no estado e também no país dentro desse modelo direcionado aos pequenos produtores rurais. A agroindústria foi desenvolvida pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ligada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), contando ainda com apoio técnico da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

A nova unidade permitirá a modernização do processo de produção das carnes defumadas, adequando os produtos às exigências sanitárias previstas na legislação. A expectativa é ampliar a segurança alimentar, oferecer melhores condições de trabalho aos produtores e aumentar a geração de renda para as famílias envolvidas na atividade.

Segundo informações divulgadas pelo Governo do Estado, a estrutura terá capacidade para processar até 200 toneladas de carne por mês. Entre os produtos que poderão ser fabricados estão carne suína defumada, linguiça, além de itens tradicionais como orelha e pé suínos defumados.

Além do fortalecimento da cadeia produtiva, a expectativa é de impacto direto na economia local, com a criação de cerca de 30 empregos diretos e benefícios para aproximadamente 300 pessoas ligadas à atividade.

Representantes da associação destacaram que a nova unidade atende a uma demanda antiga dos produtores, que enfrentavam limitações para expandir a comercialização devido à ausência de certificações sanitárias e regularização fiscal. Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar mercados e elevar a capacidade produtiva.

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