A candidata ao Senado por São Paulo e ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade) foi hostilizada nesta segunda-feira (17), durante uma caminhada com mulheres realizada como parte do lançamento da candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.
O episódio ocorreu no centro de São Paulo, durante o trajeto entre a Praça da República e o Theatro Municipal. Marina havia passado mal e deixado a concentração principal quando um homem, ainda não identificado, se aproximou e começou a questioná-la sobre um suposto retorno à “cena do crime”. Segundo relatos, ele chegou a encostar na candidata.
A situação provocou uma discussão entre o homem e militantes que acompanhavam a caminhada. O grupo cercou o suspeito, que acabou deixando o local. Marina foi conduzida para dentro de uma loja, onde recebeu apoio.
Mais tarde, em um trio elétrico instalado em frente ao Theatro Municipal, Marina explicou que sofreu um acidente há cerca de seis meses e ficou com uma lesão na coluna. Por orientação médica, ela afirmou que deve evitar esforços físicos e caminhadas prolongadas.
Ao comentar o episódio, a candidata disse que o homem se posicionou à sua frente de maneira agressiva e classificou o ocorrido como um “ataque verbal”. Haddad chamou a situação de “intimidação”.
Marina afirmou esperar que o episódio não se repita durante a campanha e disse que a responsabilidade política também cabe àqueles que não condenarem esse tipo de comportamento





