Cerca de 70 médicos que trabalham no Hospital Estadual 2 de Julho, em Salvador, estão sem receber os pagamentos referentes aos serviços prestados desde julho de 2026. A situação envolve profissionais das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) adultas e pediátricas e tem provocado mudanças na organização das equipes.
As informações foram divulgadas pelo portal VV8. A unidade é administrada pela Fundação ABM de Pesquisa e Extensão na Área da Saúde (Fabamed), responsável pela gestão do hospital.
Conforme a publicação, o contrato estabelece prazo de até 40 dias após o encerramento do mês trabalhado para a realização dos pagamentos. Assim, os valores referentes a julho deveriam ter sido quitados até setembro. Até o momento, porém, os profissionais continuam cobrando os repasses, sem previsão definida para a regularização.
A publicação também aponta que registros do Portal da Transparência do Estado indicam que a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) teria repassado integralmente à fundação os recursos referentes ao mês de julho.
O atraso já resultou em pedidos de desligamento e relatos de médicos que deixaram de cumprir escalas de plantão. A situação pode comprometer a composição das equipes e a continuidade dos atendimentos nas UTIs, que exigem cobertura médica permanente.
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