O caminhoneiro Tauan Felipe Reinert Carlos, de 25 anos, preso após o grave acidente que deixou 16 mortos na BR-116, no município de Santa Terezinha, negou ter provocado a colisão ao invadir a contramão da rodovia. A declaração foi feita durante a audiência de custódia realizada na última segunda-feira (1º).
Internado sob custódia policial no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, Tauan participou da audiência por videoconferência. Durante o depoimento, ele afirmou que o acidente ocorreu enquanto realizava uma troca de marcha no caminhão.
Apesar da manifestação do motorista, a magistrada responsável pelo caso ressaltou que a audiência tinha como finalidade analisar a legalidade da prisão e não discutir a responsabilidade pelo acidente, que continua sendo investigada pelas autoridades.
O caminhoneiro segue hospitalizado após sofrer ferimentos graves na colisão. Ele passou por uma cirurgia no braço e informou que ainda precisará ser submetido a um procedimento na perna direita, que ficou presa às ferragens do veículo. Durante a audiência, também declarou estar consciente, em recuperação e algemado.
Natural de Navegantes, em Santa Catarina, Tauan relatou ser pai de cinco filhos e informou não possuir vínculo formal de trabalho. Os registros apresentados à Justiça apontam ainda uma condenação anterior por furto no estado catarinense, cuja pena já foi cumprida.
Ao solicitar a conversão da prisão em flagrante para preventiva, o Ministério Público destacou a gravidade do acidente e o fato de o investigado residir em outro estado, circunstâncias que poderiam dificultar o andamento do processo.
A defesa pediu a concessão de liberdade provisória, argumentando que o caminhoneiro possui filhos menores que dependem dele e que o antecedente criminal não deveria influenciar na decisão atual. No entanto, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva.
O acidente ocorreu na BR-116, em Santa Terezinha, e resultou na morte de 16 pessoas que viajavam em uma van. As circunstâncias da tragédia seguem sendo apuradas pela Polícia Civil e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
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