O Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com recurso contra o perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto em 2021. A Promotoria alega que houve possível irregularidade na alteração de um dos quesitos submetidos ao Conselho de Sentença durante o julgamento, o que pode ter influenciado a decisão dos jurados.
Monique foi condenada por homicídio culposo — modalidade sem intenção de matar — e recebeu perdão judicial da juíza Elizabeth Louro, que considerou que as consequências sofridas pela ré desde a morte do filho já seriam punição suficiente. Os jurados entenderam que houve negligência, e não intenção de matar, afastando a acusação de homicídio doloso.
A defesa de Monique afirmou não haver fundamentos jurídicos para alterar a sentença e pediu a manutenção da decisão. O recurso será analisado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Se aceito, o julgamento poderá ser anulado e um novo júri popular convocado.


