A vereadora e vice-presidente da Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus, Adriana Nogueira Oliveira de Carvalho, conhecida como Tia Adriana, utilizou a Tribuna Livre na noite desta segunda-feira (24) para reiterar seu posicionamento contra a violência doméstica e comentar as cobranças por uma manifestação dos parlamentares sobre o vereador Edivan de Jesus Santos, conhecido como Morão.
Ao abordar o tema, Tia Adriana afirmou que sua posição é independente das pessoas envolvidas e das consequências políticas do caso. “Não compactuo, não naturalizo e nem considero aceitável qualquer forma de violência contra a mulher”, declarou.
Morão retornou às atividades parlamentares em 3 de agosto, após período afastado. O vereador havia sido licenciado depois de apresentar atestados médicos que indicavam transtorno afetivo bipolar (CID F31), com recomendação de afastamento superior ao período previsto pelo regimento da Casa. Durante a licença, o suplente Sérgio Gordo do Mutum (União Brasil) ocupou temporariamente a vaga.
O parlamentar também responde a processos relacionados a supostos casos de violência doméstica, investigados com base na Lei Maria da Penha. Em junho deste ano, ele foi colocado em liberdade por decisão judicial. As acusações ainda tramitam na Justiça e não há decisão definitiva sobre o caso.
Vereadora destaca atuação pela proteção às mulheres
Durante o pronunciamento, Tia Adriana afirmou que seu posicionamento não é motivado apenas pelo episódio envolvendo o colega de Câmara. Segundo ela, a defesa das mulheres faz parte de sua atuação parlamentar desde o primeiro mandato “Não sou vereadora só de momentos em relação à violência contra a mulher. Desde o meu primeiro mandato, desde o início, a gente vem buscando sobre isso”, afirmou.
A vereadora também citou articulações realizadas para tentar viabilizar o retorno da Ronda Maria da Penha a Santo Antônio de Jesus. Segundo ela, houve reuniões com representantes do Batalhão de Policiamento de Proteção à Mulher, além do levantamento de informações junto ao Fórum, à Justiça e à delegacia.
Tia Adriana também defendeu que a decisão sobre eventual responsabilização política de Morão deve seguir os procedimentos previstos pela Câmara. “Não sou juiz, você não é juiz, nenhum de nós somos juízes”, declarou, ao citar a comissão responsável pela análise do caso.
Segundo a vereadora, cabe à comissão formada pelos vereadores João Bené, Cristiano Sena e Ito da Kanal Mix apresentar a relatoria aos demais parlamentares, que posteriormente deverão decidir sobre eventual cassação ou não do mandato.
Ao encerrar o discurso, Tia Adriana voltou a reforçar sua posição: “Eu sou contra a violência contra a mulher e sempre serei. Não só contra a mulher, como qualquer outro tipo de violência”, reiterou.
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