Nova testemunha do caso “Paraíso perdido” em Jaguaripe é ouvida pela polícia; mulher diz ser irmã de suspeito

Foto: Reprodução / Correio

Uma mulher que se identifica como irmã do suspeito de matar Marcel da Silva Vieira, conhecido como Billy, presta depoimento à polícia nesta quinta-feira (10), em Jaguaripe, no sul da Bahia. Billy foi morto a tiros no domingo (6) e era testemunha do caso da morte do empresário Leandro Troesch, dono da pousada Paraíso Perdido.

De acordo com o delegado Rafael Magalhães, a mulher diz ser irmã de um homem conhecido como ‘Zarolho’, que seria usuário de drogas. Ela contou que ‘Zarolho’ estava hospedado em sua casa e teria revelado que matou Billy com a ajuda de outros dois homens. Depois de revelar o crime para a irmã, ele teria fugido.

A mulher não soube dizer a motivação crime, nem para onde Zarolho fugiu. Ela também não informou se houve mandante da morte.

Leandro foi encontrado morto em um dos quartos da pousada, no dia 25 de fevreiro. — Foto: Redes sociais

Leandro foi encontrado morto em um dos quartos da pousada, no dia 25 de fevreiro. — Foto: Redes sociais

Billy foi morto no domingo, no distrito de Camassandi, que também fica em Jaguaripe. Ele era ex-funcionário e ‘braço direito’ do empresário Leandro Troesch, encontrado morto em um quarto da própria pousada no dia 25 de fevereiro. Para a polícia, Billy era uma testemunha fundamental na investigação.

Outras duas testemunhas que a polícia considera importantes para a resolução do caso são a viúva de Leandro, Shirley da Silva Figueiredo, que está foragida e ex-detenta e amiga da viúva, Maqueila Bastos. Ao sair da prisão, Maqueila chegou a trabalhar na pousada Paraíso Perdido, mas foi demitida 10 dias antes da morte de Leandro.

Shirley, viúva de Leandro, está foragida. — Foto: Redes sociais

Shirley, viúva de Leandro, está foragida. — Foto: Redes sociais

Outras novidades do caso

O delegado responsável pelo caso, Rafael Magalhães, informou que recebeu na quarta-feira (9) a ligação de um homem que se identificou como advogado de Maqueila Bastos, amiga de Shirley da Silva Figueiredo, viúva de Leandro.

Segundo o delegado, o advogado informou que Maqueila pretende conversar com ele por telefone e, só depois, prestar depoimento à polícia.

Maqueila conheceu Shirley na prisão, em 2021. — Foto: Redes sociais

Maqueila conheceu Shirley na prisão, em 2021. — Foto: Redes sociais

Nesta quinta (10), o delegado conta que recebeu outra ligação, dessa vez de uma mulher, que também se identificou como advogada de Maqueila. Segundo o delegado, ela repetiu as mesmas informações que o suposto advogado disse no dia anterior.

Minutos depois de falar com a mulher pelo telefone, o delegado recebeu novamente a ligação do advogado de Maqueila, que afirmou não reconhecer a mulher como advogada do caso. O homem repetiu que Maqueila falaria com o delegado pelo telefone, mas não informou em que data ela faria a ligação.

Maqueila responde a processos e inquéritos por estelionato, sequestro e extorsão. Ela é investigada no caso da morte do empresário por causa da sua amizade com Shirley, viúva de Leandro. As duas se conheceram na prisão em 2021, quando Shirley foi condenada a nove anos de prisão pelos crimes de sequestro e extorsão cometido com Leandro em 2001.

Leandro Troesch e Shirley Figueiredo — Foto: Reprodução/Instagram

Leandro Troesch e Shirley Figueiredo — Foto: Reprodução/Instagram

Na ocasião, o empresário também foi preso e condenado a 14 anos de prisão e os dois cumpriram pena no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Em 2022, eles já estavam em prisão domiciliar na pousada no sul da Bahia.

Após a soltura, Shirley ofereceu um emprego para Maqueila na pousada do casal, o que teria desagradado Leandro. Segundo o delegado Rafael Magalhães, ele não gostava da amizade da esposa com a ex-detenta.

Maqueila foi demitida do estabelecimento no dia 15 de fevereiro, 10 dias antes do empresário ser encontrado morto com um tiro em um dos quartos do estabelecimento. (G1)

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