Mais de 140 aves silvestres mantidas em cativeiro e comercializadas de forma irregular foram resgatadas durante operações da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) realizadas entre sexta-feira (11) e sábado (12), em diversos municípios da Bahia. Além de resgatar os animais, os policiais desarticularam pontos de comércio ilegal, inutilizaram dezenas de gaiolas e conduziram um suspeito à delegacia.
Operações ocorreram em seis municípios baianos
Em Maragogipe, as equipes resgataram 81 aves silvestres mantidas em cativeiro. Além disso, outras 31 aves foram encontradas em situação irregular nos municípios de Cruz das Almas e São Félix.
Já em Nazaré, os policiais localizaram 11 pássaros silvestres que estavam sendo comercializados ilegalmente. Durante a ação, uma pessoa foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos.
Enquanto isso, as operações também chegaram ao município de Capim Grosso e ao distrito de Cadeirão Grande, onde mais 23 aves foram resgatadas.
Animais apresentavam sinais de maus-tratos
Segundo a Coppa, grande parte das aves apresentava indícios compatíveis com maus-tratos.
Após os resgates, os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Cruz das Almas, e ao Ministério Público, em Santo Antônio de Jesus.
Além disso, as aves que apresentavam condições adequadas de saúde foram devolvidas à natureza em áreas consideradas ambientalmente seguras.
Mais de 100 gaiolas foram destruídas
Durante a operação, os policiais também inutilizaram 114 gaiolas utilizadas para manter os animais em cativeiro.
Com isso, a Polícia Ambiental reforça o combate ao tráfico de animais silvestres e à manutenção ilegal dessas espécies.
Comércio ilegal de animais é crime ambiental
A captura, manutenção e comercialização de animais silvestres sem autorização dos órgãos competentes configuram crime ambiental, conforme prevê a legislação brasileira.
Além disso, os responsáveis podem responder por detenção, pagamento de multas e outras penalidades. Nos casos em que forem constatados maus-tratos, as sanções também incluem pena de detenção.





