Pai de adolescentes que assaltaram taxista no RJ pede internação e alerta: “vão fazer de novo”

Caso no Rio de Janeiro ganhou repercussão após vídeo do crime circular nas redes sociais

Reprodução

O pai dos dois adolescentes apreendidos por assaltar um taxista em Rio de Janeiro defendeu que os filhos permaneçam internados e respondam pelo ato infracional. O crime aconteceu no bairro de Bento Ribeiro, na Zona Norte da capital fluminense.

Em entrevista ao jornal O Globo, ele afirmou temer que os jovens voltem a cometer crimes caso retornem para casa. “Eles têm que ficar apreendidos, pagar pelo erro. Sou a favor da redução da maioridade penal. Se voltar para casa, vai fazer de novo”, declarou.

O caso ganhou grande repercussão após imagens do assalto, registradas por uma câmera instalada dentro do veículo, circularem nas redes sociais. No vídeo, os adolescentes aparecem no banco traseiro quando anunciam o assalto, ordenam que o motorista pare e levam dinheiro e celular da vítima.

Uma das falas durante a ação chamou atenção pela frieza. Um dos jovens afirmou que não gostava de cometer roubos, mas que se não fizesse isso, poderia morrer — declaração que intensificou o debate público sobre violência e envolvimento de menores no crime.

Segundo o pai, o filho mais velho, de 16 anos, já tinha histórico de envolvimento com atividades criminosas. Ele relatou que o adolescente foi apreendido anteriormente com arma e veículo roubado, mas permaneceu internado por menos de um mês antes de retornar para casa.

Familiares também afirmaram que o jovem abandonou a escola ainda no ensino fundamental e passou a frequentar ambientes ligados ao tráfico desde cedo. Já o irmão mais novo, de 14 anos, teria sido influenciado pelo comportamento do mais velho, apesar de antes ter rotina considerada tranquila e bom desempenho escolar.

Os dois foram localizados em ações policiais na Zona Norte. O mais novo foi encontrado na residência da família, enquanto o outro tentou dificultar a identificação ao alterar a aparência. Com ele, os agentes apreenderam o celular da vítima e uma arma falsa utilizada no assalto.

O caso reacende discussões sobre medidas socioeducativas, reincidência e políticas públicas voltadas à prevenção da criminalidade entre adolescentes.

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