Pequenas empresas não estão preparadas para reforma tributária, avalia presidente da Fenacon

Reynaldo Lima Jr. aponta dificuldades de adaptação, defende orientação do governo e cobra atualização dos limites do Simples Nacional.

Foto: Divulgação/Fenacon

As micro e pequenas empresas brasileiras ainda enfrentam dificuldades para se preparar para as mudanças previstas na reforma tributária. A avaliação é do presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), Reynaldo Lima Jr., que aponta dúvidas e falta de organização entre os negócios de menor porte.

Segundo o dirigente, enquanto grandes empresas já iniciaram o processo de adaptação, micro e pequenas enfrentam dificuldades para compreender as novas regras. Ele defende que o governo federal amplie as ações de orientação para facilitar a transição.

Reynaldo recomenda que os empresários organizem a preparação por etapas, priorizando as mudanças com impacto mais imediato, como a entrada da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) no cronograma de implementação em janeiro de 2027.

Fim da escala 6×1 preocupa empresas

O presidente da Fenacon também apontou possíveis impactos financeiros de uma eventual mudança da escala de trabalho 6×1 para 5×2, especialmente para pequenas e médias empresas.

Na avaliação dele, a adaptação pode exigir novas contratações e custos que nem todos os negócios conseguem absorver. Por isso, defende que a implementação considere as particularidades de cada setor e o porte das empresas.

Reynaldo citou atividades que funcionam em regime de escala, como a área médica, e afirmou que uma mudança uniforme pode dificultar a organização de determinados serviços.

Fenacon cobra atualização do Simples Nacional

Outro ponto levantado pelo dirigente é a necessidade de atualizar os limites de faturamento do Simples Nacional. Atualmente, o teto geral para enquadramento no regime é de R$ 4,8 milhões por ano.

Segundo Reynaldo, a falta de atualização pode desestimular o crescimento das empresas, já que negócios em expansão podem enfrentar dificuldades para permanecer no regime tributário.

A revisão desse limite foi apontada pelo presidente da Fenacon como uma das prioridades da agenda econômica do governo federal para 2027, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios no país.

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