A fim de monitorar os índices de violência, pesquisadores de cinco estados brasileiros se reuniram para criar a Rede de Observatórios da Segurança. O projeto, que visa ser uma fonte alternativa ao governo, vai acompanhar os registros de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Bahia.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, o projeto nasceu dentro do Centro de Estudos da Violência (Cesec) da Universidade Cândido Mendes. O grupo acompanhou a atuação das Forças Armadas no período de intervenção federal no Rio, em 2018.
Além dos dados oficiais, eles vão coletar, acompanhar e analisar 16 indicadores a partir do próximo sábado (1°). Alguns exemplos são feminicídio, racismo, agressões contra pessoas LGBTQ+, intolerância religiosa e linchamentos. A metodologia vai considerar ainda dados de ataques de facções criminosas, chacinas, tiroteios, abusos cometidos por e contra agentes públicos, corrupção policial, operações, fugas, rebeliões e mortes nos sistemas penitenciários.
- Luan Joias inaugura nova loja em Santo Antônio de Jesus e amplia opções no comércio local
- Argentina elimina a Suíça na prorrogação e Messi bate recorde histórico em classificação para a semifinal da Copa do Mundo
- SAJ ganha Instituto FQ, novo Centro especializado em Endocrinologia e estilo de vida: "Estamos construindo saúde"
“Queremos entender as dinâmicas locais. Não só pegar os números, mas entender por que está aumentando feminicídio ou mortes por policiais na Bahia, por exemplo. Por isso a rede de pessoas que acompanham cada um desses lugares”, explicou a coordenadora do Cesec, Silvia Ramos, no lançamento do projeto no Museu Histórico Nacional do Rio.
No caso das informações não-oficiais, eles vão fazer a coleta por meio de publicações na imprensa, assim como já é feito por outras plataformas.
O Cesec fará o trabalho com apoio do Núcleo de Estudos da Violência da USP (São Paulo), do Laboratório de Estudos da Violência da UFCE (Ceará) e do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Pernambuco). No caso da Bahia, o grupo Iniciativa Negra vai compor a pesquisa. (Bahia Noticias)





