PF acredita que hacker falou com Glenn Greenwald

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Foto : Reprodução/ Instagram

O editor do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, teria tradado com um dos integrantes do grupo preso pelo roubo de mensagens trocadas por autoridades pelo aplicativo Telegram sobre uma estratégia de publicação do material, de acordo com reportagem da Crusoé.

Segundo reportagem da revista, na semana passada, um diálogo com um interlocutor estrangeiro que levou a Polícia Federal ao estudante de direito Luiz Henrique Molição e já havia a desconfiança de que esse interlocutor poderia ser Greenwald.

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Novos elementos da investigação apontam que os policiais, ao avançar na investigação, concluíram que um dos interlocutores seria o editor do Intercept.

O diálogo teria ocorrido no dia 7 de junho deste ano, três dias após o surgimento da notícia de uma tentativa de invasão ao celular de Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato e atual ministro da Justiça, e dois dias antes da publicação das primeiras reportagens com base nas mensagens do Telegram.

Um trecho da conversa foi encontrada no Macbook de Walter Delgatti Neto, um dos presos na primeira fase da Operação Spoofing. 

Para os investigadores, o diálogo reforça a suspeita de que “Vermelho” não agiu sozinho, como ele mesmo fez crer em depoimentos prestados logo após ser preso, em 23 de julho.

Confira o trecho da conversa entre Molição e Greenwald:

Glenn Greenwald – Tudo bom?

Luiz Molição – Então, é… A gente… Eu estava discutindo com o grupo… Eu queria falar com você um assunto.

Glenn – Hã…

Luiz Molição – É… Como tá agora tá saindo muita notícia sobre isso, a gente chego… Nos…

Glenn – Sim.

Molição – Chegamos à conclusão que eles estão fazendo um jogo para tentar desmoralizar o que está acontecendo.

Glenn – Hã hã… Molição – Igual o que aconteceu com o Danilo Gentili, e… o MBL, o Holiday… A gente pegou outubro do ano passado. Eles estão começando a falar agora…

Em um dos documentos da investigação da PF, o procurador da República que acompanha o caso, Wellington Divino Marques de Oliveira, aponta que a gravação revelaria que “a ação criminosa não foi obra de um indivíduo isolado” e que desmonta “a tese apresentada por Walter Neto (Vermelho) nos depoimentos já prestados à autoridade policial, quando alegava que teria agido sozinho”.

(Metro1)

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