Na manhã desta quarta-feira (21/08), a Polícia Federal, em ação conjunta com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social, deflagrou a “Operação Desbloqueada”. O objetivo é desarticular uma associação criminosa que estava fraudando empréstimos consignados vinculados a benefícios previdenciários em várias regiões do país
As investigações, que ocorreram há cerca de quatro meses, revelaram um aumento significativo no número de desbloqueios de benefícios previdenciários para a realização de empréstimos consignados na Agência da Previdência Social em Ubaíra, na Bahia. A principal suspeita recai sobre uma estagiária da agência, que teria realizado mais de oito mil desbloqueios em um período de um ano, ignorando as normas internacionais do INSS e sem anexar a documentação necessária.
Descobriu-se que os desbloqueios foram feitos sem o conhecimento dos beneficiários. Ao inserir uma cópia do documento de identificação do titular, a estagiária utilizou uma fotografia de um pinguim no sistema do INSS. A operação revelou também a participação de um agente financeiro do município de Mutuípe, na Bahia, que enviava diariamente à estagiária listas com nomes, números de benefícios e CPFs para que os desbloqueios fossem realizados, em troca de compensação
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Após os desbloqueios, outros membros da quadrilha, espalhados pelo país, falsificaram documentos dos beneficiários para abrir contas bancárias e obter os valores dos empréstimos consignados de forma fraudulenta
O nome “Unlocked” faz referência ao desbloqueio dos benefícios, o primeiro passo para a concretização das fraudes pelo grupo criminoso.
Na operação de hoje, foram cumpridos quatro mandatos de busca e apreensão, além de dois mandatos de prisão temporária nos municípios de Ubaíra e Mutuípe, na Bahia. As investigações continuam para identificar outros membros do grupo criminoso e apurar a quantidade exata de empréstimos fraudulentos realizados e os
Os acusados são acusados de estelionato, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informações, crimes que podem resultar em penas de até 15 anos.


