A Polícia Civil retirou 39 pessoas de uma clínica de reabilitação durante uma operação realizada nesta quarta-feira (22), em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador. A unidade era investigada desde dezembro de 2025 por suspeitas de tortura, maus-tratos e possível envolvimento em duas mortes.
O estabelecimento oferece atendimento psicossocial e tratamento para dependência química. Durante a ação, o proprietário da clínica foi preso.
Segundo relatos de ex-internos, pacientes teriam sofrido agressões físicas dentro da unidade. Entre as denúncias estão supostos episódios de choques e a prática de manter pessoas penduradas de cabeça para baixo.
A investigação começou em 31 de dezembro de 2025, após um paciente ser encontrado com queimaduras pelo corpo enquanto estava internado na instituição. Na época, a clínica afirmou que os ferimentos teriam sido provocados pelo próprio paciente, mas a versão foi contestada pelos familiares.
Após o caso, o paciente foi encaminhado para uma unidade de saúde, onde permaneceu internado até 4 de maio deste ano, quando teve a morte confirmada.
Cinco dias depois, outro episódio passou a ser investigado pelas autoridades, quando um homem que trabalhava como monitor na clínica, desapareceu. Ele havia sido paciente da instituição e, após finalizar o tratamento, começou a atuar no local.
Dez dias após o desaparecimento, o corpo de Iago foi encontrado carbonizado às margens da BA-530, em Camaçari, também na Região Metropolitana de Salvador.
A Polícia Civil segue investigando as denúncias e apurando as circunstâncias das mortes e dos possíveis crimes cometidos dentro da clínica.





