Polícia prende terceiro suspeito de envolvimento na morte da dentista Larissa Azevedo em Salvador

Emerson Conceição dos Santos foi localizado pela Polícia Militar em Buerarema; três dos quatro envolvidos no crime já foram identificados

Foto: Redes sociais

A Polícia Militar prendeu, na quinta-feira (9), um terceiro suspeito de envolvimento no tiroteio que resultou na morte da dentista Larissa Azevedo Pinheiro, em março deste ano, na Avenida Paralela, em Salvador. O homem, identificado como Emerson Conceição dos Santos, foi capturado no município de Buerarema, no sul da Bahia.

De acordo com a corporação, dois mandados de prisão foram cumpridos contra o suspeito durante uma abordagem na BR-101. A ação ocorreu após os agentes interceptarem um veículo que estava sendo guinchado e levantou suspeitas. Além de Emerson, outros dois homens estavam no carro e também foram detidos em flagrante. No local, a polícia apreendeu uma arma de fogo e dois celulares.

Com essa prisão, três dos quatro suspeitos de participação no crime já foram localizados — um deles foi morto e outro havia sido preso no mesmo dia da ocorrência. O quarto integrante do grupo continua foragido.

Relembre o caso:
O crime ocorreu em 14 de março, quando Larissa Azevedo passava pela Avenida Paralela em um mototáxi e foi atingida durante uma troca de tiros entre policiais e criminosos. A dentista ficou internada por oito dias na UTI do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) e morreu no dia 22 de março.

Segundo a Polícia Militar, a perseguição começou no bairro do Trobogy, após policiais do Batalhão Apolo identificarem um carro com placa clonada e restrição de furto. Os ocupantes tentaram fugir, dando início ao confronto armado que se estendeu pela via.

Imagens gravadas por motoristas mostraram o momento em que os suspeitos abandonaram o veículo e tentaram escapar a pé, em meio ao trânsito intenso. Um dos mortos no tiroteio foi identificado como Caio Felipe Reis Sande, conhecido como “Felipe Jogador”.

Ainda conforme a PM, o grupo pertencia a uma facção criminosa e, momentos antes da perseguição, teria participado do assassinato de um homem em Itinga, Lauro de Freitas, ligado a um grupo rival.

A família de Larissa autorizou a doação de seus órgãos, gesto que ajudou a salvar outras vidas e encerrou o episódio com um ato de solidariedade em meio à tragédia.

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