Esta pergunta chegou à Super formulada como “Por que o cão escolheu o pinscher como sua sucursal na Terra?” O que diz muito sobre a fama do cãozinho alemão.
Mas a realidade é que, embora raças pequenas sejam comprovadamente mais agressivas que a média – vide este estudo, por exemplo –, não há nenhuma evidência de que esse traço seja determinado geneticamente. Tem tudo a ver com a criação do bicho e a maneira como ele vê o mundo do alto de seus 25 cm.
Primeiro, é importante lembrar que as diferentes raças de cachorro são obra da seleção artificial de certos traços de personalidade e aparência. Cada cão de pequeno porte chegou à forma atual por um caminho diferente, por humanos com intenções diferentes.
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Assim, é improvável que raças diferentes compartilhem um traço de origem genética só por terem o mesmo tamanho. Há muitas outras variáveis em jogo.
Um motivo por trás da fúria é que os humanos são invasivos no trato com bichos pequenos. Ninguém passa a mão num pitbull com a mesma convicção com que agarra um chihuahua.
Outra explicação é que nós adestramos cães grandes e buscamos ajuda quando são agressivos. Mas não há estímulo para educar um pinscher. Pelo contrário, tendemos a tratá-lo como um bebê. Mimado, ele pira quando se sente vulnerável (veja: estamos falando de uma raça descrita pelo American Kennel Club como “cão de guarda”).
Em geral, cães de qualquer porte expostos a interações sociais nos primeiros quatro meses crescem mais confiantes e menos agressivos. Ou seja: não seja superprotetor com cachorros pequenos. Ao impedi-los de interagir e criar laços, você pode acabar criando um bichinho mais arisco – e assim o clichê se torna realidade.
Superinteressante consultou: Lígia Issberner Panachão, médica veterinária e fundadora do Pet no Divã.


