Beber cerveja no Brasil está ficando mais caro. Os preços da bebida registraram alta nos meses de julho e agosto, principalmente após reajustes das duas maiores cervejarias do país: Heineken e Ambev.
De acordo com relatório do Bank of America (BofA), que acompanha diariamente mais de 1.500 amostras de preços em 19 marcas, a Heineken aplicou um aumento médio de 6%, enquanto a Ambev reajustou seus produtos em 3,3% no mesmo período. A análise inclui consumo em bares, restaurantes, supermercados e atacadistas.
Altas expressivas e estratégias diferentes
No Grupo Heineken, a Devassa apresentou a maior alta, com 24% de aumento entre junho e agosto. Já a cerveja Heineken subiu 3,4%. A Ambev, por sua vez, reajustou a Corona em dígito alto e a Stella Artois em dígito baixo.
Segundo as analistas Isabella Simonato e Julia Zaniolo, autoras do estudo, a Heineken ampliou sua capacidade e adotou preços mais competitivos, o que pode fortalecer sua participação no mercado. Em 2024, a Heineken era 13% mais barata que a Corona; agora, a diferença chega a 28%. Em relação à Stella, deixou de ser 4% mais cara para ficar 2% mais barata.
Impacto na inflação
Os aumentos já foram sentidos no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Embora o grupo Alimentação e bebidas tenha registrado variação negativa (-0,27%) entre junho e julho, o item cerveja subiu 0,45%, acima da inflação geral do mês (0,26%).





