O prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), apresentou pedido formal de renúncia ao cargo após ter sido afastado por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
A saída foi comunicada em ofício enviado à Câmara Municipal nesta quinta-feira (5). No documento, o gestor agradeceu à população pela confiança e afirmou que pretende disputar o governo do estado nas eleições deste ano, o que exige a renúncia ao cargo de prefeito.
A investigação é conduzida pela Polícia Federal e também envolve o vice-prefeito Mário Neto. Os dois são suspeitos de participação em um possível esquema de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal.
Após o afastamento do prefeito e do vice, o presidente da Câmara Municipal, Pedro dos Santos Martins, conhecido como Pedro DaLua (União Brasil), assumiu interinamente a prefeitura.
O caso é apurado na Operação Paroxismo, que investiga possíveis fraudes em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contratos ligados à Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de irregularidades no contrato firmado com a empresa Santa Rita Engenharia Ltda., avaliado em cerca de R$ 70 milhões para a execução das obras do hospital.
Entre os pontos levantados pela investigação está o fato de que a proposta apresentada pela empresa seria praticamente idêntica ao orçamento elaborado pela própria prefeitura, o que pode indicar acesso prévio às informações do processo licitatório.





