O comandante-geral da Polícia Militar na Bahia, coronel Anselmo Brandão, afirmou nesta quarta-feira (9) que o deputado estadual Soldado Prisco (PSDB) usa as mesmas “táticas de terrorismo” e de “fake news” utilizadas em movimentos anteriores, a exemplo das greves ocorridas entre 1997 e 2016 —época em que acabou denunciado por crimes políticos e de formação de quadrilha.
“Esse deputado não nos representa. Ele sabe que outrora fez movimento como esse. Movimentos que deixaram marcas na sociedade de maneira negativa. Implantou o terror. Ele coloca-se coloca como líder, usando as mesmas táticas de terrorismo”, disse Brandão em entrevista à rádio Metrópole.
Segundo comandante-geral da PM, na terça (8), a cúpula da corporação já havia sido informada da intenção de Prisco e passou a monitorar a assembleia convocada pelo deputado.
“Estávamos companhando. Não tinha clima nenhum. Uma assembleia com 300 pessoas, a maioria policiais aposentados, colegas meus. As 18h, ele [Prisco] anuncia estado de greve. Não existe estado de greve na corporação. Confio em minha tropa”, afirmou.
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Na entrevista, Brandão disse que não hoje qualquer motivo de insatisfação na tropa que possa resultar em greve. Nos últimos anos, afirma, a gestão Rui Costa (PT) adotou uma série de medidas que trouxeram ganhos e valorização da PM.
“Foram 18 mil promoções em 4 anos e oito meses. Isso tem um custo alto no Estado. Isso demanda recursos. Há vários concursos em andamento. Demandas de elevação pra categoria. Tinha uma demanda antiga, que ara o auxílio-transporte. Ano passado, o governador nos deu. Ganho real nos soldos”, disse Brandão.
“Aí aparece uma pessoa sem motivação, com uma pauta extensa, sem foco e anuncia estado de greve. O deputado era pra estar preocupado coma previdência dos militares. A tropa não vai cair nesse engodo. Uma pauta política. Egoísmo dele, colocando a sociedade toda refém”, afirmou o comandante-geral. “Asseguro a sociedade baiana: nossa tropa está nas ruas.”
(Bahia.Ba)





