Procuradores da República reagiram às declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, em entrevista ao Estado publicada hoje (16).
O ministro afirma ao jornal que a Operação Lava Jato “fechou empresas” e que o Ministério Público deveria ser mais transparente.
O procurador Roberson Pozzobon, integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, saiu em defesa da investigação.
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“A Lava Jato não ‘destruiu’ empresa nenhuma. Descobriu graves ilícitos praticados por empresas e as responsabilizou, nos termos da lei. A outra opção seria não investigar ou não responsabilizar. Isso a Lava Jato não fez”, respondeu, também em entrevista ao jornal.
Para o procurador Wesley Miranda Alves, Toffoli faz uma “manobra diversionista” ao criticar a Lava Jato. “(Ele) direciona as críticas feitas à sua atuação e à de outros ministros do STF à própria magistratura. Não, o STF de hoje não representa a magistratura nacional. O atual e crescente combate à corrupção não se deve ao STF. Ocorre apesar do STF”, acusou.
O também procurador Ailton Benedito também reagiu às declarações do chefe do Supremo. “Quem destruiu empresas foram os corruptos que as utilizaram como instrumento para tomar o Brasil de assalto”, declarou. (Metro1)





