Homens que consomem mais proteínas de origem animal tendem a apresentar níveis menores de testosterona em comparação com aqueles que ingerem menos desse tipo de alimento. A constatação é de um estudo realizado por cientistas finlandeses e publicado em setembro na revista International Journal of Food Sciences and Nutrition.
A pesquisa analisou dados de 2.546 homens com idades entre 42 e 60 anos, residentes na Finlândia. Os participantes responderam a um questionário sobre alimentação e passaram por exames de sangue para medir as concentrações do hormônio.
Os pesquisadores dividiram os voluntários em quatro grupos, conforme a quantidade de proteína consumida. Entre os homens com maior ingestão de proteína animal, a média de testosterona foi 1,2 nmol/L menor em relação àqueles que consumiam menos.
Já no grupo que priorizava proteínas vegetais, os participantes com maior ingestão desse tipo de alimento apresentaram níveis médios de testosterona 1,2 nmol/L superiores aos registrados entre os que consumiam menos.
Na análise, os cientistas também levaram em consideração fatores como estilo de vida, índice de massa corporal, condições de saúde e composição geral da dieta.
Apesar das diferenças identificadas, os resultados não permitem afirmar que a origem da proteína seja a única responsável pelas variações hormonais.
“Embora as diferenças observadas nas concentrações de testosterona tenham sido estatisticamente significativas, elas foram relativamente pequenas. Com base neste estudo, não é possível inferir se essas diferenças trazem implicações para a saúde”, afirmou o pesquisador Miika Wynne-Ellis.
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