Metade das marcas de whey protein analisadas tem menos proteína que o indicado no rótulo

Levantamento da Associação Brasileira de Combate à Falsificação identificou irregularidades em 10 das 20 amostras avaliadas em laboratório, incluindo produtos com quantidade de proteína inferior à anunciada.

Reprodução/Exame

Metade das amostras de whey protein analisadas pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) apresentou menos proteína do que a quantidade informada nos rótulos. O resultado foi identificado em um levantamento que avaliou 20 amostras do suplemento comercializado no Brasil.

O whey protein é uma proteína derivada do leite, utilizada principalmente por praticantes de musculação para auxiliar no ganho e na manutenção da massa muscular. O produto também é consumido por idosos e pessoas que buscam complementar a ingestão diária de proteínas.

Segundo Rodolpho Ramazzini, diretor da ABCF, as irregularidades não se limitam a produtos falsificados ou fabricados clandestinamente. De acordo com ele, também existem empresas legalmente estabelecidas que comercializam suplementos com quantidade de proteína abaixo da declarada.

Entre as substâncias que já teriam sido encontradas no lugar dos ingredientes esperados estão fécula de mandioca e amido de milho.

Adulteração preocupa consumidores

A reportagem também destaca o crescimento da procura pelo suplemento. Segundo os dados apresentados, as vendas de whey protein aumentaram 124% no Brasil no ano passado.

Com a expansão do mercado, a ocorrência de fraudes representa um risco para consumidores que dependem da composição nutricional informada na embalagem. Ramazzini chama a atenção especialmente para idosos e pessoas imunossuprimidas, que podem precisar de produtos com qualidade e composição adequadas às suas necessidades.

O motorista de aplicativo Gleidson Sampaio, que consome whey protein diariamente, afirma que pesquisa as marcas antes de comprar. Ele procura comparar a quantidade de proteína anunciada e verificar a existência de selos de qualidade.

A recomendação é conferir as informações do rótulo, pesquisar a procedência do produto e consultar alertas e registros dos órgãos responsáveis pela fiscalização antes da compra.

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