O Partido dos Trabalhadores (PT) tornou pública uma carta direcionada à comunidade evangélica brasileira, na qual destaca iniciativas adotadas durante os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reforça a relação institucional construída com as igrejas ao longo dos últimos anos.
O texto foi elaborado durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT e divulgado poucos dias após a realização da Marcha para Jesus, um dos maiores eventos religiosos do país, realizado em São Paulo.
Embora não tenha participado da manifestação, o presidente Lula enviou o advogado-geral da União, Jorge Messias, como representante do governo. Segundo relato feito aos organizadores, o chefe do Executivo justificou sua ausência afirmando que evita participar de eventos religiosos em períodos eleitorais para não transmitir a ideia de utilização política da fé.
Na mensagem direcionada aos evangélicos, o PT ressaltou ações voltadas à garantia da liberdade religiosa, ao fortalecimento do direito ao culto e ao reconhecimento do papel social desempenhado pelas igrejas. O documento também cita medidas que facilitaram a regularização de instituições religiosas e iniciativas de combate à intolerância religiosa.
Entre os exemplos mencionados estão o reconhecimento da música gospel como patrimônio cultural e a criação de datas nacionais ligadas à valorização da liberdade religiosa e das tradições cristãs.
A carta ainda afirma que os governos petistas mantiveram uma postura de respeito às igrejas evangélicas e reconheceram sua importância na sociedade brasileira. O texto também faz referência à defesa da democracia, da soberania nacional e da convivência harmoniosa entre diferentes manifestações de fé.
Ao final, a mensagem traz uma reflexão inspirada em valores cristãos e reforça a defesa da paz, da justiça social e da solidariedade como princípios para a construção do bem comum.
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