Depois do encerramento do Carnaval, a Quarta-feira de Cinzas, celebrada neste dia 18, dá início à Quaresma — um dos momentos mais simbólicos do calendário cristão. Vivenciado principalmente pela Igreja Católica, o período segue até o Domingo de Páscoa, reunindo fiéis em práticas de introspecção, disciplina espiritual e gestos de solidariedade.
Tradicionalmente, são 40 dias voltados à revisão de atitudes, fortalecimento da fé e adoção de pequenos sacrifícios cotidianos. A inspiração remete a passagens bíblicas que narram momentos de jejum e oração de figuras centrais do cristianismo, como Jesus Cristo, Moisés e Elias.
A vivência quaresmal costuma se sustentar em três pilares reconhecidos pela tradição religiosa:
Jejum – exercício de autocontrole e disciplina do corpo;
Oração – aproximação com o sagrado e fortalecimento interior;
Caridade – ações concretas de ajuda ao próximo e responsabilidade social.
Jejum, abstinência e escolhas pessoais
Além das orientações litúrgicas, muitos fiéis optam por abrir mão de hábitos ou alimentos específicos ao longo dos 40 dias, como forma de penitência e reflexão. Entre as recomendações frequentemente citadas por líderes religiosos estão a redução do uso excessivo do celular, a adoção de uma postura mais atenta durante as orações e a participação presencial nas celebrações dominicais.
Durante a Semana Santa, as missas também passam por mudanças simbólicas que reforçam o clima de recolhimento. Na Quinta-feira Santa, por exemplo, não há bênção final, enquanto na Sexta-feira da Paixão não se celebra missa, prática observada em diversas comunidades ao redor do mundo.
Para quem deseja aprofundar a experiência, igrejas e grupos religiosos costumam disponibilizar roteiros de meditação, cadernos de oração e guias espirituais, ampliando o acesso a conteúdos de apoio durante o período.





