Quem é Dario Durigan, indicado para assumir o Ministério da Fazenda

Advogado e atual secretário-executivo ganha protagonismo na equipe econômica após saída de Haddad

Diogo Zacarias | Ministério da Fazenda

O advogado Dario Durigan deve assumir o comando do Ministério da Fazenda após a saída de Fernando Haddad. A indicação foi respaldada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcando a ascensão de um nome técnico e de perfil discreto dentro do governo federal.

Formado pela Universidade de São Paulo, Durigan iniciou a carreira na advocacia privada e, em 2009, passou a atuar como procurador ligado à universidade. Posteriormente, ingressou na Advocacia-Geral da União, onde acumulou experiência em áreas estratégicas da administração pública.

Durante o governo de Dilma Rousseff, integrou a Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil entre 2011 e 2015. Já em 2016, atuou na gestão municipal de São Paulo, aproximando-se de Haddad, relação que se consolidaria nos anos seguintes.

Após deixar o governo federal, Durigan teve passagem pelo setor privado. Entre 2020 e 2023, foi diretor de Políticas Públicas do WhatsApp, onde trabalhou com temas ligados à regulação e relações institucionais.

O retorno ao setor público ocorreu em 2023, quando assumiu como secretário-executivo do Ministério da Fazenda, tornando-se braço direito de Haddad e participando diretamente da formulação de políticas econômicas do atual governo.

Conhecido por um estilo mais reservado, Durigan é visto como um articulador eficiente nos bastidores, com bom trânsito entre diferentes setores. Essa característica foi decisiva para sua escolha como sucessor dentro da equipe econômica.

À frente da Fazenda, ele terá como principal desafio conduzir a política econômica em um cenário de pressão política, especialmente com a proximidade das eleições. Entre os temas centrais estão a continuidade da reforma tributária, ajustes fiscais e debates sobre novas formas de tributação.

Também devem ganhar destaque propostas como mudanças nas relações de trabalho e a regulamentação de novos impostos, incluindo o chamado “imposto seletivo”, que ainda será discutido no Congresso.

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