Reajuste no valor do gás de cozinha na Bahia é o maior desde 2021

Aumento de 17,5% começou a valer em novembro e pode elevar o preço do botijão entre R$ 12 e R$ 15 para o consumidor baiano.

Foto: Victor Moriyama/COTIDIANO) ©
Foto: Victor Moriyama/COTIDIANO) ©

O preço do gás de cozinha sofreu, neste domingo (1º), o maior reajuste desde que a Acelen assumiu a administração da Refinaria de Mataripe, na Bahia, em dezembro de 2021. O aumento de 17,5% no valor do gás liquefeito de petróleo (GLP) comercializado com as distribuidoras deve chegar ao consumidor final com um acréscimo estimado entre R$ 12 e R$ 15 por botijão.

A informação foi confirmada por Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas). Segundo ele, a alta anunciada para novembro supera todos os reajustes positivos registrados desde a mudança no controle da refinaria.

Este é o sétimo reajuste aplicado ao produto em 2026. Ao longo do ano, o preço passou por aumentos, reduções e períodos de estabilidade. Mesmo com essas oscilações, a elevação de novembro representa a maior alta do período.

Veja a evolução dos preços em 2026

De acordo com dados do setor de revenda, as variações registradas ao longo do ano foram:

  • Janeiro: aumento de 2,38%;
  • Fevereiro: redução de 4,19%;
  • Março: preço estável;
  • Abril: aumento de 15,2%;
  • Maio: aumento de 4,3%, absorvido pelos revendedores, sem repasse integral aos consumidores;
  • Junho: aumento de 9,59%;
  • Julho: redução de 6,8%;
  • Agosto: redução de 7,1%;
  • Outubro: aumento de aproximadamente 9%;
  • Novembro: aumento de 17,5%.

O novo reajuste incide sobre o preço de venda do GLP às distribuidoras. O impacto no valor cobrado ao consumidor pode variar conforme a revenda e a região, mas a estimativa do setor é de aumento entre R$ 12 e R$ 15 no botijão.

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