Rogério Andrade lamenta saída de Ângelo Coronel do PSD e aposta na força do partido

O ex-prefeito de Santo Antônio de Jesus e deputado estadual Rogério Andrade comentou a saída do senador Ângelo Coronel do PSD e avaliou os reflexos da decisão dentro da legenda. Para ele, o partido segue fortalecido sob a liderança do senador Otto Alencar.

“Eu acho que o PSD é um partido muito consolidado. O senador Otto Alencar tem uma liderança muito forte e, pela relação pessoal que mantém com seus liderados, a minha percepção é que ele deve manter mais de 90% do partido ao seu entorno, no seu raio de influência. É isso que eu percebo por tudo que ele construiu ao longo do tempo”, afirmou.

Rogério ressaltou que a saída de Coronel é lamentada não apenas pelo aspecto político, mas principalmente pela relação de amizade construída ao longo de décadas.

“Obviamente que nós lamentamos. Ângelo Coronel é um amigo, foi meu colega na Assembleia Legislativa, assim como o filho dele, Diego. A gente lamenta não apenas por conta da política, mas por uma relação de amizade de mais de 35 anos. São compadres, são amigos. Todas as vezes que isso acontece, eu sinto muito, sou emotivo e sentimental. Quando vejo algo parecido, a gente sente, lamenta, mas a vida segue e tem que seguir”, declarou.

Ao falar sobre as eleições que se aproximam, o deputado afirmou que não costuma focar em projeções de votos, mas sim no compromisso e na seriedade do trabalho realizado.

“Se você faz uma aliança comigo, eu nunca vou te perguntar quantos votos vai conseguir. O que importa é o compromisso e se o trabalho é feito com responsabilidade. O resultado é consequência”, disse.

Rogério relembrou ainda o cenário adverso da última eleição, quando, mesmo enfrentando forte oposição local, surpreendeu nas urnas.

“Eu cheguei no início da caminhada achando que teria cerca de 4 mil votos aqui, e quando as urnas abriram eu tive 19 mil. Minha preocupação é pedir a Deus sabedoria, força e saúde para fazer o meu trabalho. O resultado está nas mãos de Deus”, pontuou.

Por fim, ele refletiu sobre os rumos da vida e da política, citando o falecimento de Alan Sanches como exemplo da imprevisibilidade dos planos humanos.

“O mais importante é fazer o nosso trabalho e dar o nosso melhor. Todos nós fazemos planejamentos, mas Deus tem seus próprios planos para cada um”, concluiu.

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