Saiba como os presidenciáveis inauguraram os programas da campanha no rádio e na TV

No primeiro dia dos presidenciáveis no horário eleitoral no rádio e na TV, os 13 postulantes ao Palácio de Ondina se apresentaram e pediram votos. Enquanto o PT  criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, na madrugada deste sábado (1º) o PSOL usou um depoimento de Wagner Moura para apresentar o candidato Guilherme Boulos.

Dono de quase metade do tempo destinado aos presidenciáveis (5min33s), Geraldo Alckmin (PSDB) se apresentou como o mais “equilibrado” entre os candidatos, de acordo com a Agência Brasil, e partiu para o ataque. Mirando os votos que atualmente estão com Jair Bolsonaro, no rádio, ele pediu que o eleitor vote “sem ódio”, citando diretamente o adversário. Segundo Alckmin, o deputado orgulha-se de ter votado contra o projeto de lei que garantiu mais direitos às empregadas domésticas. Na TV, o programa do PSDB fez uma crítica mais velada a Bolsonaro, mostrando que o desemprego, as filas na saúde, o analfabetismo e a fome não se resolvem com bala.  

Já Bolsonaro, com apenas 8 segundos de tempo de TV e rádio, limitou-se a defender “a família e a pátria”. Com o mesmo tempo, João Amoêdo, do Novo, disse que, se for eleito, acabará com o horário eleitoral obrigatório. Também com o tempo de 8 segundos, Eymael (DC) e Cabo Daciolo (Patri) limitaram-se a pedir votos. 

Marina Silva (Rede), que abriu o programa eleitoral dos presidenciáveis, mostrou a origem dela, na zona rural do Acre em 21 segundos. Em imagens em que está acompanhada do candidato a vice-presidente Eduardo Jorge (PV), Marina prometeu mobilizar os brasileiros para mudar o país. 

“Reconstruir a confiança da população brasileira” foi o mote do programa de Ciro Gomes (PDT). O candidato prometeu trabalhar para que o Brasil volte a ser “uma nação justa e generosa com a sua gente”. Disse ainda que a sua missão é tirar o povo brasileiro do sofrimento. Com 38 segundos, o pedetista pediu que os eleitores acessem sua página na internet para saberem mais sobre o seu plano de tirar os mais de milhões de brasileiros do SPC 

Vera Lúcia (PSTU), também com 8 segundos, somente afirmou que a eleição é “uma farsa” e conclamou a uma rebelião. Guilherme Boulos, do PSOL, que teve direito a 13 segundos, foi apresentado pelo ator Wagner Moura. 

O slogan “chama o Meirelles” marcou a propaganda do candidato do MDB, Henrique Meirelles. Ex-presidente do BankBoston e do Banco Central e ex-ministro da Fazenda, Meirelles aparece como alguém que vem sendo chamado para resolver os problemas. Ele se apresentou como um candidato que paga sua campanha para não dever favores e disse que não tem processos, nem denúncias de corrupção. 

Por último, Alvaro Dias (Pode) apresentou-se como um homem nascido na roça e seguidor dos ensinamentos dos pais: “trabalhar, ser honesto e ter vergonha na cara”. Sobre a foto em que aparece ao lado do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, Dias afirmou que está do lado certo. Dias encerrou o programa citando os políticos que “ficam no blá-blá-blá” e com um gesto, pediu que o eleitor “abra o olho”. (BN)

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