Os moradores da Travessa Soledade, no bairro da Soledade, em Salvador, relatam que estão preocupados com um casarão abandonado que fica no local. Eles contam que parte do imóvel já caiu em outros momentos. Com o aumento das rachaduras, eles temem que ocorra o desabamento total. Cerca de 10 famílias moram nas proximidades do casarão.
Há cerca de dois meses a Defesa Civil do Salvador (Codesal) esteve no local e fez a derrubada de algumas paredes do casarão. Uma das moradoras conta que pediu um laudo para o órgão, comprovando que não há risco de desabamento, mas não recebeu retorno.
“Continuamos [preocupados]. Inclusive a Defesa Civil não ofereceu uma certidão. Eu solicitei uma certidão da equipe de engenharia, afirmando que não há risco. Eu não sou engenheira. Mas a gente vê que há risco sim. A gente continua sem passar. Passa correndo com medo de desabar”, disse.
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Ela pontuou que foi informada que o prédio não pode ser demolido porque é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Por isso, ela pede que seja feito o escoramento no local.
“O que a gente quer é o escoramento. Já que o prédio é tombado e não pode ser demolido, a gente quer que escore e dê segurança para os moradores passarem. Do jeito que está, a gente vai continuar com dificuldade de passar aqui”, contou.
A moradora contou ainda que procura respostas do órgão, mas sem sucesso.
“Eles disseram que não há risco e que podemos passar. Eles disseram que não vão demolir o casarão todo por causa do Iphan. Isso é inviável. São mais de 10 famílias que moram aqui. Tem crianças, idosos, que passam por aqui, correndo esse risco. E a Codesal diz que não tem risco. Não deu uma certidão, não procurou os moradores, não conversou com a gente. Só veio aqui dois dias”, falou.
A reportagem entrou em contato com a Codesal e aguarda retorno do órgão. (G1)





