As festas juninas também movimentam a economia da música brasileira. Em 2026, 15.899 profissionais receberam direitos autorais no São João, segundo dados do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). O número representa um crescimento de 2% em relação a 2025, quando 15.562 titulares receberam valores pelas músicas executadas durante os festejos. O Ecad realizou os repasses em setembro, considerando as execuções musicais captadas entre maio e agosto.
Mais de 15 mil profissionais foram beneficiados
Neste ano, 337 novos titulares passaram a receber valores referentes às músicas executadas em festas juninas. Entre os beneficiados estão compositores, intérpretes, músicos acompanhantes, editoras, produtores fonográficos e versionistas.
Dessa forma, os repasses contemplam diferentes profissionais que participam da criação, produção e circulação da música brasileira.
“As festas juninas são uma das mais importantes manifestações culturais do Brasil e têm a música como um de seus elementos centrais”, afirma Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad. Segundo ela, garantir a remuneração pelas músicas executadas reconhece e valoriza o trabalho dos profissionais envolvidos na cadeia produtiva musical.
“Festa na Roça” lidera ranking das músicas mais tocadas
Entre as músicas mais executadas nas festas juninas de 2026, “Festa na Roça”, de Palmeira e Mario Zan, ocupa a primeira posição. Na sequência aparecem “Esperando na Janela”, composta por Raimundinho do Acordeon, Targino Gondim e Manuca Almeida, e “Eu Só Quero um Xodó”, de Anastácia e Dominguinhos. As canções integram o repertório que marcou as celebrações juninas incluídas no levantamento do Ecad.
Como funciona a distribuição dos direitos autorais
O Ecad realiza anualmente, em setembro, a distribuição dos direitos autorais referentes às músicas executadas durante o período junino. O levantamento considera as execuções captadas entre maio e agosto, quando se concentra a maior parte dos festejos no país. Do valor arrecadado, 85% seguem para compositores, intérpretes, músicos e demais titulares de direitos autorais. As associações de música recebem 6% para cobrir despesas administrativas. Os 9% restantes ficam com o Ecad para custear as despesas operacionais. Assim, a distribuição remunera profissionais que atuam em diferentes etapas da produção musical.
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