Sean “Diddy” Combs é condenado a 50 meses de prisão por transporte para fins de prostituição

Juiz aplicou pena de quatro anos e multa de US$ 500 mil; defesa e promotoria divergiam sobre tempo de prisão

Rapper Sean "Diddy" Combs começa a ser julgado por tráfico sexual e extorsão nos EUA

O músico e empresário Sean “Diddy” Combs foi condenado nesta sexta-feira (3) a 50 meses de prisão, o equivalente a pouco mais de quatro anos, além de multa de US$ 500 mil, em decisão proferida pelo juiz Arun Subramanian, em Nova York. O artista já estava preso desde setembro de 2024, após ter pedidos de liberdade sob fiança negados.

Em julho, Combs foi considerado culpado em duas das cinco acusações, referentes a transporte para fins de prostituição. Ele foi absolvido das acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão. A promotoria havia sugerido 135 meses de prisão, enquanto a defesa pedia 14 meses. O juiz optou por uma sentença dentro da faixa de 70 a 87 meses, fixando a pena em 50 meses.

Na audiência, Subramanian ressaltou que a punição precisava ser “substancial” para deixar claro que abusos contra mulheres têm consequências legais. Ele reconheceu a relevância cultural e empresarial de Combs, mas criticou a forma como os episódios foram apresentados pela defesa: “Boas ações não apagam o poder e o controle que você tinha sobre as mulheres que dizia amar”, declarou.

Combs, por sua vez, afirmou estar arrependido. “Não posso mudar o passado, mas posso mudar o futuro”, disse ao tribunal. Seus advogados destacaram traumas de infância e ações filantrópicas, pedindo uma pena voltada à reabilitação.

A promotoria, porém, defendeu que a sentença precisava refletir a gravidade dos crimes, apontando que o caso envolvia vítimas reais que sofreram danos ao longo de 15 anos.

A audiência contou com a presença de familiares, advogados e a exibição de um documentário sobre a carreira do artista.

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