Um levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia analisou o comportamento dos preços de 20 produtos típicos da Semana Santa na Região Metropolitana de Salvador.
O estudo foi baseado no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerando dados entre 2023 e 2026.
Os números confirmam: o período da Quaresma costuma pressionar os preços de alimentos tradicionais, principalmente devido à redução no consumo de carne vermelha e ao aumento da procura por alternativas.
Ovo segue como vilão da inflação
Principal substituto da carne, o ovo de galinha apresenta altas frequentes no período.
📈 Em 2025, chegou a subir quase 18% em fevereiro e 12% em março
📈 Em 2026, após queda em janeiro, já registrou alta de 4,15% em fevereiro
A tendência é que o produto continue pressionado durante a Semana Santa.
Coentro e itens regionais também sobem
Ingrediente essencial na culinária baiana, o coentro também apresentou variações relevantes:
📊 Em 2024, subiu mais de 18% em fevereiro e 17% em março
📊 Em 2026, teve alta em janeiro, seguida de leve queda em fevereiro
A oscilação está diretamente ligada à demanda maior no período.
Azeite segue caro
O azeite de oliva continua com tendência de alta, acumulando aumentos ao longo de 2023 e 2024 e voltando a subir em 2026.
Já a farinha de mandioca apresentou oscilações, com leve alta no início deste ano.
Chocolate não pesa tanto
Diferente do que muitos imaginam, chocolates e bombons industrializados não tiveram grandes aumentos no período.
📉 Em alguns anos, inclusive, houve queda nos preços antes da Páscoa
📈 Em 2026, a alta foi leve, cerca de 1% em fevereiro
O estudo reforça que o comportamento dos preços está diretamente ligado ao aumento da demanda por produtos típicos da Semana Santa.
A recomendação para os consumidores é pesquisar preços e considerar alternativas mais acessíveis para evitar impactos maiores no orçamento.





